O problema com o projeto na mesa
O projeto que tramita hoje na Câmara resolve o problema do entregador fixando por lei o preço de cada entrega. É a solução mais intuitiva que existe, e é a que menos funciona.
A nossa proposta
Três medidas, nesta ordem de prioridade.
1. O MEI do Entregador
Hoje o entregador ou motorista que trabalha muito é punido. Ao passar do limite de faturamento do MEI (congelado desde 2018), ele perde o regime simplificado. Nossa proposta é criar uma categoria própria de MEI para a categoria, assim como foi feito para o caminhoneiro autônomo, com teto três vezes maior.
2. Levar a reputação com você
Hoje, quando o entregador troca de aplicativo, ele começa do zero: perde histórico, avaliação e antiguidade. Se o histórico for portátil, os aplicativos passam a ter de competir pelo entregador. A remuneração sobe por concorrência, não por decreto.
3. Contar os assaltos
Não existe estatística oficial de roubo contra entregadores no Brasil. Obrigar o poder público a contar custa praticamente nada e é essencial. Sem esse dado, nenhuma política de segurança para a categoria pode ser sequer avaliada.
Autora do Projeto
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